O que é ser autêntico?

Por que ser autêntico?

Reflexões • Junho de 2018

Por que ser autentico? O que acontece quando se é autêntico?

Por que estou falando de ser autêntico com você? Não se trata de poesia aqui, trata-se de viver tudo o que todo ser humano busca: felicidade, amor, paz, realização, autoconfiança, bem estar, andar pela vida confiante, sabendo para onde ir e o que fazer.

Sabe aquela certeza que você busca em diversas situações do seu dia-a-dia sobre o que fazer? Sobre que decisão tomar? Sabe aquela autoconfiança tão desejada que te faz ter a certeza de que você vai dar um jeito em situações desafiadoras, difíceis? Sabe aquela sensação de paz, por saber que tudo está no caminho certo, que tudo está bem, que você está caminhando na direção certa, que os insights que precisa vão aparecer, e as idéias simplesmente fluem e você confia nas decisões que toma? E aquela sensação de satisfação com seus relacionamentos? Sabe aquela sensação de que tudo faz sentido? Tudo o que você faz e vive simplesmente faz sentido em sua vida?

Tudo isso aparece quando você vive de forma autêntica, em tudo, tanto na vida pessoal como na vida profissional.

O que é ser autentico?

Ser autentico é simplesmente ser você. Ser fiel ao que é verdadeiro para você, à sua forma de expressar-se, à tudo que faz sentido para você como ser, como vida. É ser inteiro, por você, para você, e construir uma vida que te represente, que seja o retrato de tudo que é verdadeiro para você.

Podemos utilizar a famosa frase de Mark Twain para compreender a autenticidade:

“Dance como se ninguém estivesse olhando, ame como se você nunca fosse sofrer; cante como se ninguém estivesse ouvindo; viva como se o paraíso fosse na Terra.”

Ser autêntico não se trata de ser algo que se encaixe nas expectativas de outros, para se sentir parte do grupo. Ser autêntico é ser você exatamente como é, com toda a sua verdade, e então atrair para a sua realidade o grupo que faz sentido com tudo isso.

Ser autêntico não se trata de falar todas as suas opiniões e “verdades” sobre outros, porque o que você pensa sobre o outro não passa de uma percepção sua, e o que você diz sobre outros diz mais sobre si mesmo do que sobre o outro, porque somente o outro conhece a grande verdade que existe dentro dele, assim como você é o único que conhece sua própria verdade. Logo, ser autêntico na relação com o outro, é colocar a sua verdade na relação, e não apontar “a verdade do outro”, porque essa você não conhece, pode ter uma percepção, mas não pode afirmar. Um feedback é sempre bem vindo, para você e para o outro, pois isso ajuda muito no nosso desenvolvimento, mas um feedback é sempre colocado como percepção, e não como acusação.

No espaço de autenticidade, estamos sempre satisfeitos com nossas relações, porque nos expressamos livremente e, então, estamos sempre de bem com cada uma dessas relações. Mesmo com aquelas que não dão certo, porque você se sente em paz por saber que você colocou ali a sua verdade, que é o seu melhor, e talvez realmente aquela relação não está no momento de acontecer, pois cada um dos envolvidos tem planos diferentes. Talvez o momento aconteça um dia, talvez nunca, mas se ambos são autênticos na relação que não deu certo, a compreensão e o respeito permanecem, não há espaço para mágoas e outras bobagens, apenas para uma sensação de tranquilidade, pelo sentimento de “dever cumprido”.

Ser autêntico é ser feliz, pois quando somos autênticos somos fiéis à tudo que é importante para nós e, sendo assim, construímos uma vida totalmente coerente com o que nos faz bem e feliz. Logo, temos amor por nossa vida, e por quem somos, pois temos respeito profundo por nós mesmos.

Se somos autênticos no que fazemos, com certeza somos muito competentes naquilo que escolhemos como carreira, porque estamos envolvido em uma atividade que nos “brilha os olhos”, e então sentimos imenso prazer em estarmos envolvidos naquela atividade. É impossível ser incompetente e, portanto, preocupações com o futuro desaparecem, porque você sabe, com toda a certeza, que não importa o que aconteça, você vai dar conta.

Viver de forma autêntica traz, consequentemente, a autoconfiança, pois você está caminhando em conformidade com o seu melhor. Você sempre está envolvido com o que é verdadeiro para você, e o verdadeiro faz sentido, é conhecido e reconhecido pelo seu ser sempre que entra em contato com ele, e sabe então que sempre vai encontrar uma forma para superar qualquer obstáculo que apareça.

Não ser autêntico destrói sua autoconfiança, porque você se coloca em um espaço onde você, se quer, sabe “o que tem que ser” ou “qual é o jeito certo de ser” ou “qual é o jeito certo de viver”, “qual é a expressão correta”, etc etc etc. Você nunca está em solo firme pois, ao negar sua própria verdade, cai em um terreno onde tem que se questionar o que é certo ou não, e pense: as possibilidade de SER são muitas!! (7 bilhões de pessoas no mundo, 7 bilhões de possibilidades mais todas as possibilidades que nascem junto com cada ser que nasce). Logo, se o que você é não é o certo, qual é o certo?? Veja o terreno em que se coloca!! Não é de admirar a falta de confiança que se encontra em grande parte dos seres humanos, em graus diferentes, claro.

Ser autêntico requer coragem, pois exige, em primeiro lugar, a autoaceitação. Aceitar quem você exatamente como é, seu pacote completo (luz e sombra). Aceitar tudo aquilo que condenamos e julgamos feio e errado requer muita coragem, pois é muito difícil aceitar “falhas”. Mas a autoaceitação não significa ser conivente com suas sombras, e sim compreender que seu pacote é parte de um processo de desenvolvimento humano, todos os seres humanos possuem seus lados luz e sombra. Reconhecer a sombra com honestidade, de forma autêntica consigo mesmo, é o primeiro passo para iluminá-la e transformá-la. Tenha compaixão por si mesmo, amor e respeito por quem é e pelo processo de desenvolvimento que tem passado e passará por toda a sua vida.

Ser autêntico requer coragem também para lidar com julgamentos, opiniões, resistências de outros. Afinal de contas, nem todo mundo está preparado para lidar com a autenticidade de outros, nem todo mundo está na mesma busca que você, muitas pessoas vivem de forma cega, presas em milhões de regras que disseram a elas ser o correto. Muitas sequer sabem que não são autênticas! É preciso compaixão e coragem para seguir no seu caminho de libertação dessas amarras, desses medos do que outros pensam e dizem, do seu autojulgamento do que deveria ser e fazer, do que deveria mostrar e esconder, do que é feio ou bonito em si mesmo, e então apresentar-se à todos, à si mesmo, à vida, cada vez mais como exatamente quem você é, com amor, respeito, compaixão, autoconfiança e tranquilidade.

Enfim, se você não consegue reconhecer quem você é, comece a livrar-se de tudo o que você NÃO É. E então você vai começar a surgir com toda a sua verdade. “Mas o que eu NÃO SOU?” Todo pensamento, decisão, comportamento e atitudes que te trazem dor, tristeza, chateações, decepções, etc não fazem parte de você, afinal de contas, você jamais se faria infeliz em sua verdadeira natureza.

By | 2018-06-21T08:55:30+00:00 junho, 2018|Reflexões|